Segue ao Plenário indicação de novo embaixador para a Etiópia

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (5) a indicação do diplomata Luiz Villarinho para a chefia da embaixada brasileira na Etiópia, acumulada com Djibuti e Sudão do Sul, no Nordeste da África. A análise da indicação segue agora ao plenário do Senado.

Durante a sabatina, Villarinho afirmou que apresentará às autoridades etíopes, em caso de sua indicação ser confirmada, um projeto de iluminação pública de baixo custo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB), à base de energia solar. São postes de PVC acoplados a placas fotovoltaicas, com bateria capaz de armazenar até 32 horas de energia. As lâmpadas são de LED instaladas em garrafas PET com água, para refratar a luz, e água sanitária, para evitar o desenvolvimento de algas, que deixariam a água turva.

— É baratíssimo, o custo é de R$ 400 reais por unidade. É o que eu chamo de cooperação "pé-no-chão", um projeto capaz de se encaixar muito bem com a realidade de um país como a Etiópia, ainda com uma renda per capta muito baixa. Aqui no Brasil este sistema já foi instalado em comunidades de renda mais baixa no Rio de Janeiro, em São Paulo, Brasília e Santa Catarina — afirmou.

Outra área promissora para cooperação é a biomassa, segundo Villarinho. Isso porque 35% da energia que abastece a capital do país, Adis Abeba, provém de biomassa, fruto de um projeto de cooperação com a Grã-Bretanha. O diplomata acrescentou que a Embrapa já possui acordos de parceria com o Instituto de Pesquisas Agrícolas da Etiópia. Ele disse que trabalhará para incluir a empresa brasileira no acordo já vigente entre etíopes e ingleses.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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