Saiba como “dar um trato” no carro

6 06Etc/GMT+3 setembro 06Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

Fábrica Jeep - Goiana

A indústria automotiva brasileira segue caminhando em passos lentos. No mês de agosto, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (6) pela ANFAVEA (Associação Nacional de Fabricante de Veículos Automotores), foram produzidos 177,7 mil veículos, número 6,4% menor do que o de julho (189,9 mil). Em relação ao mesmo mês do ano passado, a redução é mais acentuada: -18,4%.

Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, essa queda foi um reflexo direto da interrupção temporária da produção de algumas montadoras. Segundo o executivo, se não houvesse essa paralisação, a produção passaria das 200 mil unidades.

Fábrica Honda HR-V - produção

Por outro lado, fato positivo foi o aumento do número de licenciamentos em agosto, com 207,3 mil unidades, número que representa crescimento de 1,4% na comparação com o mês anterior, mas queda 11,3% comparado ao mesmo mês de 2015. No acumulado do ano, não há refresco: queda de 23,1% em relação a 2015 com o total de 1,348 milhão. Para se ter uma ideia do tombo, o melhor resultado foi obtido nos oito primeiros meses de 2012, ocasião em que houve 2,501 milhões de emplacamentos.

Megale destacou o crescimento e acrescentou que o resultado poderia ter sido melhor. A observação fica por conta dos Jogos Olímpicos, que trouxe uma grande visibilidade para o país e ânimo para os brasileiros, mas que acabou derrubando os emplacamentos em pouco mais de 14% no Rio de Janeiro durante a realização do evento.

Em relação ao emprego, houve uma redução de 0,7% nos postos de trabalho, com o total de 126.900 reduzido para 1126.000 trabalhadores na indústria. Atualmente, existem 20.300 profissionais no regime especial do PPE (Programa de Proteção ao Emprego). No entanto, o executivo indica que a previsão industrial é de que não haverá necessidade de reajustar para menos a produção de veículos.

Fábrica Jaguar Land Rover

Na primeira coletiva após o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Roussef concluído, o presidente da Anfavea falou sobre o tema e que considera que este é o momento da virada para a indústria automotiva. Entende que a recuperação total do setor somente ocorrerá quando o país como um todo volte a crescer, com a retomada do crescimento da economia, PIB e a confiança do consumidor. Para o executivo, é imprescindível que as reformas propostas pelo novo governo aconteçam (em especial reformas econômicas, equação dos gastos públicos com limites estabelecidos, questões trabalhistas e regulamento do serviços de terceirização).

Nas questões trabalhistas, a Anfavea espera que mudanças e ajustes sejam feitos para que a indústria nacional tenha mais competitividade frente aos mercados internacionais. Em relação à questão previdenciária, Megale também destacou ser um fator crucial para que o país tenha um horizonte melhor definido, e assim, tenha capacidade de atrair mais investimentos para retomar o crescimento.

Fotos: divulgação

FONTE: Carsale


19 19Etc/GMT+3 outubro 19Etc/GMT+3 2016 por fernandosiqueira

A Marcopolo iniciou a entrega das primeiras unidades dos 37 ônibus Paradiso 1800 Double Decker (dois pisos) para o Grupo Turbus, operadora de transporte rodoviário de passageiros do Chile. O lote deverá ser concluído até o final do ano e a aquisição faz parte do processo de renovação de suas frotas de transporte rodoviário com alto padrão de conforto, sofisticação e segurança.

“O Chile sempre foi um mercado forte para a exportação. Apesar de ter apresentado queda nos últimos anos, agora, as empresas de transporte chilenas estão investindo muito na elevação da qualidade dos serviços com ônibus de dois andares. O Grupo Turbus está adquirindo veículos de última geração. Serão 31 unidades para a Turbus e seis para a Bio Bio, outra operadora do grupo”, explica o gerente de exportação da Marcopolo, Ricardo Portolan.

Ideal para o transporte em viagens de médias e grandes distâncias, os Paradiso 1800 DD desenvolvidos para a Turbus contam com chassi Scania K400 6X2 e apresentam baixo custo operacional e extrema robustez. São quatro diferentes configurações internas: com capacidade para 32 passageiros, sendo 20 poltronas leito-cama com descansa-pés/pernas no piso superior e 12 poltronas leito no piso inferior; com 48 poltronas no piso superior e 16 no inferior, todas semileito; 48 semileito no piso superior e 12 do tipo leito no inferior, e 20 poltronas leito-cama com descansa-pés/pernas no piso superior e seis no piso inferior.

Todas as unidades possuem ainda monitores rebatíveis de 15 polegadas, sistema audiovisual com rádio e DVD e plugs para fone de ouvido no porta-pacotes. O Paradiso 1800 conta parede de separação com porta deslizante, banheiro, sistema multiplex, itinerário eletrônico, cinto de segurança retrátil, porta-copos e porta-revista, sistema de ar-condicionado, calefação, suspensão pneumática, computador de bordo, tomadas de energia para produtos eletrônicos de 110 V e geladeira.

Crédito da imagem: Douglas de Souza Melo

por fernandosiqueira

Serviços simples ajudam a revitalizar e até valorizar o veículo numa eventual revenda

Sergio Castro/Estadão (FOTO)

Veículos automotores sofrem! Chuva, sol, poluição, poeira e areia castigam a lataria. No trânsito e nas vagas cada vez menores, esbarrões podem riscar para-choques e retrovisores. Na cabine a sujeira tende a se acumular, assim como outros vilões, como restos de alimentos e bebidas.

É difícil evitar a degradação do veículo, mas adotando alguns cuidados simples e sem gastar muito dinheiro dá para devolver ou ao menos recuperar parte do aspecto que ele tinha quando ainda era novo.

Listamos alguns serviços que prometem renovar partes do automóvel, como lentes de faróis embaçadas. Entre as vantagens, deixar o carro mais bonito ajuda a valorizá-lo no caso de venda, por exemplo.

FARÓIS
Com o tempo, é comum as lentes dos faróis ficarem amareladas e opacas. Além de deixar o carro com aspecto feio, isso prejudica o alcance do facho. Uma restauração completa é sempre interessante. Dá ao carro aspecto de “novo”. O farol é desmontado, a lente é polida nas faces interna e externa e, por fim, o conjunto é remontado e recebe nova vedação. Se houver fissuras na lente, o ideal é trocar a peça, já que os reparos podem provocar alteração direcional da luz, comprometendo a segurança.

PINTURA
É possível proteger a pintura com aplicação de cera que forma uma película sobre a lataria. Se a pintura estiver muito danificada, primeiro é preciso fazer o polimento. Com o auxílio de máquina específica, é feita a aplicação de uma massa abrasiva, que retira parte da camada do verniz e, com ela, manchas e riscos. O preço desses serviços varia conforme o veículo.

PEÇAS PLÁSTICAS
O sol pode deixar opacas e esbranquiçadas as peças plásticas sem pintura, como para-choques e capas de retrovisores. Recuperar a boa aparência desses itens é barato e dá uma levantada no visual do carro. Para prevenir o problema, aplique um produto revitalizador de plástico.

CABINE
Mesmo que não haja sujeira visível, a cabine pode estar repleta de bactérias e fungos, que causam mau cheiro e até problemas respiratórios. A higienização promete eliminar essas ameaças. Durante a realização do serviço, o interior é desmontado e recebe produtos fungicidas e bactericidas. De acordo com o modelo e tipo do veículo, os preços variam muito.

RODAS
Um buraco inesperado na rua aumenta o risco de a roda ser amassada e uma manobra mal calculada pode causar arranhão. Se os danos forem pequenos, é possível recuperar a peça. Caso haja trincas ou se a deformação não puder ser corrigida sem uso de aquecimento (com maçarico, por exemplo), a reforma não é indicada.

Cuide do seu carro e evite prejuízos na hora de vendê-lo e/ou trocá-lo.

por fernandosiqueira

Vendas a crédito de autos leves usados superam outras categorias e totalizam 8 mil unidades

O volume de financiamento de veículos no Rio Grande do Norte foi de 15.286 unidades no terceiro trimestre, entre novos e usados. O resultado foi 14,4% menor do que o verificado no mesmo período do ano passado. Os dados incluem automóveis leves, motos e pesados.

O levantamento é da Unidade de Financiamentos da Cetip, que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG).

As vendas financiadas de automóveis leves usados superaram os números das outras categorias ao totalizarem 8.071 unidades no terceiro trimestre. Do total financiado no estado no terceiro trimestre, 11.333 foram automóveis leves e 3.610 foram motos. Os dados consideram unidades novas e usadas.

Em setembro, os financiamentos de veículos somaram 4.777 unidades no Rio Grande do Norte, entre automóveis leves, motos e pesados. O resultado apresentou queda de 17,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O Nordeste atingiu 199.034 veículos financiados no terceiro trimestre do ano, queda de 18,3% em relação ao mesmo período de 2015. A região manteve a liderança nos financiamentos de motos em todo o Brasil, ao somar 59.641 unidades negociadas entre julho e setembro.

O total de veículos financiados no Brasil no terceiro trimestre de 2016 somaram 1.167.070 unidades, entre automóveis leves, motocicletas, pesados e outros, queda de 11,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desse total, veículos novos somaram 431.698 unidades vendidas a crédito, enquanto os usados chegaram a 735.372.

O SNG é uma base privada de abrangência nacional que reúne as informações sobre restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de concessão de crédito. Essa base é consultada e atualizada em tempo real pelas instituições financeiras.

Sobre a Cetip

A Cetip é a integradora do mercado financeiro. É uma companhia de capital aberto que oferece serviços de registro, central depositária, negociação e liquidação de ativos e títulos. Por meio de soluções de tecnologia e infraestrutura, proporciona liquidez, segurança e transparência para as operações financeiras, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do mercado e da sociedade brasileira. A empresa é, também, a maior depositária de títulos privados de renda fixa da América Latina e a maior câmara de ativos privados do país.

Mais de 17 mil instituições utilizam os serviços da Cetip. Entre elas, fundos de investimento; bancos comerciais, múltiplos e de investimento; corretoras e distribuidoras; financeiras, consórcios, empresas de leasing e crédito imobiliário; cooperativas de crédito e investidores estrangeiros; e empresas não financeiras, como fundações, concessionárias de veículos e seguradoras. Milhões de pessoas físicas são beneficiadas todos os dias por produtos e serviços prestados pela companhia como processamento de TEDs e liquidação de DOCs, além de registro de CDBs e títulos de Renda Fixa, e serviço de entrega eletrônica das informações necessárias para o registro de contratos e anotações dos gravames pelos órgãos de trânsito.

por fernandosiqueira

(*) Por Claudia Moraes

Nos últimos anos, o debate sobre a acessibilidade vem tomando novas dimensões. Não se trata somente de recepcionar pessoas com deficiência por meio de obras de adaptação e de mobilidade realizadas nos espaços públicos. A inclusão envolve possibilitar a existência plena e com os mesmos recursos disponíveis para toda a sociedade. A começar pelas ferramentas de comunicação. Se a língua materna no Brasil é o português, para um deficiente auditivo, por exemplo, torna-se fundamental o aprendizado da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Estima-se que há cerca de 10 milhões de brasileiros com deficiência auditiva, dependentes exclusivamente de Libras para se comunicar, segundo dados do IBGE. É por isso que a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) defende não a inclusão em classes comuns, mas a existência de escolas bilíngues, com salas em que sejam ensinadas a linguagem de sinais e o português escrito.

Porém, como o aprendizado social não se restringe às salas de aula do ensino regular, muitas vezes lições essenciais para a integração completa dos deficientes na sociedade são esquecidas. Tomemos como exemplo o simples fato de aprender a dirigir. A Lei 8.160/1991 pensou em como proteger motoristas surdos ao sugerir que os carros conduzidos por eles levem o Símbolo Internacional de Surdez na parte traseira. Esse símbolo recomendado é uma orelha com um traçado no meio e um fundo que pode ser preto ou azul. O objetivo é alertar os demais condutores que o motorista daquele carro não responderá a eventuais sinais sonoros, como as buzinas, por exemplo, indicando que a opção nesses casos é sinalizar utilizando os faróis. Mas, antes da etapa prática, é preciso observar a formação teórica adequada parar esses motoristas, atentando-se aos estímulos multissensoriais, além de se preocupar com a interação verbal estabelecida com o instrutor. Dessa forma, busca-se adaptar as exigências de conteúdos teóricos e práticos estipuladas pelos órgãos competentes.

Para proporcionar a uma pessoa com deficiência um processo de formação proveitoso e com a mesma qualidade oferecida aos demais alunos, o Detran de São Paulo passou a seguir o Programa de Atenção à Acessibilidade, firmado com a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A iniciativa oferece vídeos em que há um intérprete de Libras, que ajuda o condutor a entender como é o processo para se habilitar. Essa foi a primeira entre várias ações que ampliam a oferta de serviços e de materiais voltados ao aprimoramento da experiência desses cidadãos no papel de condutores, que ainda incluem iniciativas de organizações privadas, como a Procondutor.

A empresa, que desenvolve soluções exclusivas para a formação teórica, reciclagem e especialização de condutores, conta com um assistente virtual que orienta os postulantes a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com deficiência auditiva a percorrer o conteúdo teórico necessário para obter a habilitação. Ao longo das aulas interativas – realizadas em uma plataforma com vídeos, infográficos e simulados –, o assistente virtual insere o público de maneira adaptada, permitindo que eles obtenham amplo aproveitamento do curso. Essa ação é uma forma de valorizar a responsabilidade social das empresas que atuam nesse segmento e atende a uma das exigências da Lei Brasileira de Inclusão, que estende a acessibilidade também para as plataformas em linha, garantindo às pessoas com deficiência acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes adotadas internacionalmente.

O desafio da inclusão é uma nova fronteira na busca por uma sociedade mais igualitária e humana. Essa perspectiva leva em conta os espaços, os ambientes e os recursos que devem ser acessíveis para todos os cidadãos, proporcionando oportunidades iguais. No caso específico da educação para o trânsito, a acessibilidade dos materiais pedagógicos cria condições que asseguram a participação de pessoas com deficiência nessa importante etapa para a obtenção da CNH. Vivemos um tempo de transformação de referências e, no caso dos Centros de Formação de Condutores (CFCs), é preciso que estejam preparados para atender toda a comunidade.

(*) Cláudia Moraes é diretora de produtos da Procondutor

por fernandosiqueira

Honda mostra a 5ª geração do SUV nos Estados Unidos. Botão físico de volume volta à central multimídia

A Honda revelou, dia 13, nos Estados Unidos, a próxima geração do Utilitário-Esportivo CR-V, que terá linhas mais modernas e motor turbo pela primeira vez na sua história de aproximadamente 20 anos.

 O propulsor será o mesmo que equipa o New Civic, um 1.5 de 4 cilindros e injeção direta de combustível, com a potência elevada para 192 cavalos, em vez de 173 cv.

Além dele, a fábrica japonesa de automóveis manteve o motor 2.4 aspirado na linha. Qualquer uma das opções será acompanhada de câmbio automático CVT.

No desenho, o novo CR-V chega com uma frente mais agressiva, que inclui assinatura em LED na versão mais equipada e sistema que fecha automaticamente a grade frontal, para reduzir o arrasto aerodinâmico e melhorar o consumo de combustível.

Na traseira, as lanternas verticais lembram um Volvo, enquanto os dois escapes dão ar esportivo ao SUV. Pela primeira vez, o modelo virá equipado com abertura de porta-malas por meio de movimento com os pés.

Outra novidade é o retorno do botão físico de volume à central multimídia. Há alguns anos, a Honda vem utilizando um modelo com seletor de volume sensível ao toque, mas parece que a tecnologia não foi bem aceita.

O SUV será equipado com o pacote de assistência ao motorista, chamado de Honda Sensing, que inclui alerta de colisão frontal, frenagem automática, assistência de permanência na faixa, controle de cruzeiro adaptativo, aviso de ponto cego e farol alto automático.

Novo Honda CR-V (Foto: Divulgação)Novo Honda CR-V (Foto: Divulgação)
Novo Honda CR-V (Foto: Divulgação)Novo Honda CR-V (Foto: Divulgação)
por fernandosiqueira

Resultado de imagem para fotos de ralis de carros

EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

Talvez a melhor imagem para explicar as interações entre as crises políticas e econômicas que assolam os países seja a de uma dupla nos ralis. O piloto pode fazer o papel dos políticos e governantes, enquanto o navegador representa a economia. Quanto o navegador diz “freada forte e curva acentuada à direita”, por exemplo, ai do piloto que não confiar. O carro vai se acidentar e termina tudo ali.

Durante o congresso Perspectivas 2017, realizado recentemente em São Paulo pela Autodata, mais de um palestrante bateu nessa tecla. Não se resolvem problemas de recessão, desemprego, baixo índice de confiança e financiamentos difíceis sem obediência ao “navegador”. O conhecido código tulipa das planilhas de ralis significa as leis de mercado. Não dá para sair dessa trilha e achar que ganhará a prova.

Faltou consenso sobre a velocidade de retorno do carro à competição, depois de consertado. A começar por Letícia Costa, da consultoria Prada, que previu algo entre crescimento zero e até 5%. Ela mesma se classificou como cautelosamente otimista. Rogélio Golfarb, da Ford, lembrou que pela primeira vez o mercado de veículos cai por quatro anos seguidos (2013-2016), totalizando 46%. A crise de 1980-1981, com menos 43%, custou um período de 12 anos para recuperação.

Momento atual é dramático, pois pegou todos os fabricantes, novos e antigos, no fim de um ciclo de altos investimentos em capacidade produtiva. A ociosidade de 50% (considerando três turnos de produção) cairá lentamente nos próximos anos. A fase de lucros se transformou em prejuízos. Há alguns ventos a favor: melhora da confiança, recuo da inflação e da taxa de juros básica e crescimento do PIB em 2017.

Barry Engle, da GM, não se intimidou. Acha possível crescer entre 12 e 14% no próximo ano, acima da melhor previsão até agora, a da Anfavea, que acenou com uma subida em torno de 8%. Entre os motivos do otimismo citou o rápido envelhecimento da frota brasileira. Pode não valer mais a pena deixar de trocar o carro, em especial se sinais políticos positivos se confirmarem.

Para David Powels, da Volkswagen, só marcas muito pequenas desistiram do Brasil. Entre 2017 e 2019 terá quatro modelos do segmento compacto com a arquitetura mais moderna do Grupo VW, que encerrou o primeiro semestre deste ano como líder mundial em vendas. Esses carros ainda não existem nem na Alemanha. Os produtos esperados são Gol, Voyage, Parati e um novo crossover que possivelmente se chame Fox.

Talvez a empresa a sentir menos a crise brasileira destes anos, Miguel Fonseca afirmou que a Toyota olha uma década à frente. Foi além: em 2030 acredita que 40% dos carros da marca, aqui vendidos, serão híbridos com motores flex.

Stefan Ketter, da FCA, discorreu sobre as dificuldades de prever o ritmo de recuperação no próximo ano. Acredita, porém, que em 2020 podemos voltar aos três milhões de veículos comercializados, ainda distantes dos 3,8 milhões de 2012.

Em resumo, o País enfrenta sérios problemas de produtividade e ineficiência decorrentes de infraestrutura, burocracia e cipoal tributário. Precisa voltar a ser competitivo na exportação e mais aberto ao mundo. Quem sabe, um dia ganharemos esse rali.

RODA VIVA

APENAS aqui repercutiu de forma tão forte uma pequena nota da revista alemã Der Spiegel, dando conta de que a Alemanha proibiria fabricar carros com motores a combustão depois de 2030. Pura bobagem. Não passa de uma proposta que nem foi aprovada no Parlamento e também depende de acordo com a União Europeia. Chance de acontecer nesse prazo: zero.

ENQUANTO movimentações e apelos contra os combustíveis de origem fóssil ocorrem, em especial na Alemanha, continuam as indefinições sobre o etanol (praticamente neutro em termos de pegada de carbono) no Brasil. Stefan Ketter, presidente da FCA, voltou a chamar a atenção para essa oportunidade desperdiçada durante o Congresso Perspectivas 2017.

IMPENSÁVEL há uma década, câmbio automático chegou às picapes compactas com a Duster Oroch. Combinado apenas ao motor 2-litros, a picape anabolizada da Renault, primeira de quatro portas entre as pequenas, vai bem no para-e-anda do trânsito. Mesmo tendo apenas quatro marchas, nesse tipo de veículo apresenta comportamento razoável.

FARÓIS principais em LED prometem novos avanços. Hoje estão limitados porque os emissores de luz são individuais, precisam estar agrupados e ocupam espaço só disponível em carros grandes. Agora começam a aparecer os primeiros chips com 1.024 pontos controláveis de luz. Resultado: resolução ainda maior, sem risco de ofuscamento e dimensões bem menores.

PICAPES de cabine dupla com aros e pneus bem caros têm sido alvos de quadrilhas. Levantam o veículo pela lateral com ajuda de um macaco, retiram duas rodas e vão embora deixando o macaco para trás. Atacam à luz do dia e total destemor. Pior do que o furto é saber que há receptadores fáceis de encontrar, os grandes “espertos” nesse tipo de crime.

____________________________________________________

fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

por fernandosiqueira

P90201221_lowRes_bmw-f-700-gs-11-2015

A BMW Motorrad Brasil irá apresentar ao público a nova BMW F 700 GS no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo que, este ano, terá participação inédita do BMW Group Brasil: BMW, MINI e BMW Motorrad. A motocicleta, produzida na nova fábrica própria da BMW Motorrad, em Manaus, a partir de hoje, dia 20, estará disponível nas concessionárias a partir de novembro, com preço especial de R$ 39.950,00. No momento, há uma campanha de pré-venda e os interessados poderão acessar e se cadastrar no hotsite exclusivo para este novo modelo:www.bmwmotorrad.net.br/F700GS.

“Vamos aproveitar o Salão do Automóvel, um dos maiores eventos automotivos do mundo, para mostrar ao público a BMW F 700 GS, uma motocicleta versátil e tecnológica, que já vinha gerando grande expectativa entre os consumidores brasileiros e entusiastas”, comenta Federico Álvarez, diretor da BMW Motorrad Brasil.

BMW F 700 GS:

Ideal para quem busca, em uma única moto, versatilidade no asfalto, alta tecnologia e, ainda, alta competência off-road, a nova BMW F 700 GS se adequa perfeitamente às necessidades do cliente, principalmente graças à dirigibilidade e uso misto, dentro e fora da cidade. Para uma melhor ergonomia e conforto no uso cotidiano, a big trail vem com altura do banco menor em relação ao solo (820 milímetros) – ligeiramente mais baixa em relação à BMW F 800 GS.

Ainda que seja o modelo de entrada do portfólio, a nova BMW F 700 GS agrega atributos de motocicletas de categorias superiores, trazendo uma experiência premium aos clientes recém-chegados à marca. Além de design moderno, ela compartilha, por exemplo, o já consagrado motor de dois cilindros e oito válvulas com duplo comando, 798 cc, a gasolina, com refrigeração líquida, que equipa a BMW F 800 GS, e se destaca por sua confiabilidade e durabilidade. Este motor, que cativa, principalmente, pelas rápidas respostas associadas a uma impressionante capacidade de retomada de velocidade e baixo consumo, conta com sistema de injeção de combustível combinado a uma caixa de transmissão de seis marchas. A potência, no caso da nova big trail, é de 75 cv (a 7.000 rpm), com torque máximo de 77 Nm (disponíveis a 5.300 rpm). O pacote de itens de segurança incorpora sistema de freios com tecnologia BMW Motorrad ABS, com disco duplo de 300 mm, na dianteira, e disco de 265 mm, na traseira.

A lista de itens de série é vasta e ressalta as qualidades da moto. Entre os equipamentos inclusos destacam-se ajustes de compressão da mola traseira, de retorno do amortecedor traseiro, dos manetes de freio e embreagem, amortecimento variável auxiliar, balança de alumínio dupla, lentes das luzes indicadoras de direção escurecidas, lanterna traseira em LED, sensor de cavalete lateral e tomada 12V.

A nova BMW F 700 GS estará disponível com pacote Premium, disponível nas cores cinza metálico e laranja, e equipada com manoplas aquecidas e protetores de mãos, controle de pressão dos pneus (RDC), computador de bordo, controle de tração (ASC), luzes indicadoras de direção em LED e cavalete central.

por fernandosiqueira

 O subcompacto, eleito um dos modelos mais econômicos do Brasil pelo Inmetro, chega às concessionárias Chery de todo o Brasil por R$ 29.990,00 a partir desta semana

A Chery Brasil anuncia o início das vendas do New QQ nacional, o seu segundo modelo a ser fabricado no complexo Chery em Jacareí (SP). A partir desta semana, o subcompacto pode ser encontrado em toda a rede Chery em duas versões, com preço especial de lançamento: Look, por R$ 29.990, e ACT, por R$ 31.990. Ambas são completas, sendo que o ACT é equipado com acessórios extras, como rodas de liga leve, vidros elétricos traseiros, retrovisores com ajuste elétrico, quatro auto falantes, limpador e desembaçador traseiro.

Há pouco mais de um ano comercializando a versão importada do Chery New QQ, a fabricante apresenta a versão brasileira detentora do título de um dos carros mais econômicos do Brasil. Em abril deste ano, o New QQ nacional foi laureado com a nota mais alta (AA) no selo Conpet, concedido pelo Inmetro. Isso significa que o modelo é o mais econômico na categoria de subcompactos, tendo alcançado os níveis mais baixos de emissão, além de ser classificado como um dos automóveis mais eficientes no ranking geral da avaliação feita pelo órgão.

O subcompacto também carrega o título de primeiro carro de uma montadora chinesa a fazer parte do ranking Car Group do Cesvi Brasil, que lista os modelos com os melhores índices de reparabilidade, ou seja, os automóveis que oferecem a melhor relação entre custo e facilidade de reparos, que impactam diretamente não só no bolso do consumidor, como também no momento do cálculo do seguro, pelas empresas seguradoras.

“O New QQ nacional já chega ao mercado com boas notícias, desbancando seus concorrentes no quesito eficiência, emissão, índice de reparabilidade e custo de seguro. São fatores que contam positivamente no momento de decisão de compra por parte do consumidor, cada dia mais consciente e responsável, financeira, social e ambientalmente. Temos uma nova geração de QQ pronta para conquistar os consumidores mais exigentes”, declara Luis Curi, vice presidente executivo da Chery Brasil.

New QQ: Uma Nova Geração

Totalmente repaginado, interno e externamente em relação à geração anterior, o Chery New QQ é um automóvel com design moderno e inovador, com excelente espaço interno e que já vem completo de série.

O compacto da Chery foi projetado e pensado para atender a padrões internacionais em todos os aspectos (potência, desempenho, performance, conforto, dirigibilidade e segurança), com atributos de última geração e com exterior e interior inovadores. Tudo isso sem abandonar o gene da família QQ, de um carro divertido e carismático. Todos estes itens fazem do New QQ um veículo completo e apaixonante, que vem para conquistar o exigente consumidor brasileiro.

A grade dianteira de entrada de ar acompanha o desenho do carro e prolonga seu efeito visual. O farol, com design inovador, conta com regulagem de altura proporcionando iluminação mais eficiente, somada à luz de segurança (DRL), um diferencial em modelos compactos.

Na parte traseira, o destaque é o vidro panorâmico, característica incomum em veículos dessa gama. Junto com a lanterna e as luzes de freio, localizadas na parte superior, o conjunto forma uma linha suave, que transmite a individualidade original do modelo.

O espaço interno é confortável para quatro passageiros adultos. O interior é moderno e agradável aos olhos, com painel de instrumentos digital. A posição de dirigir juntamente com o tamanho do para-brisa frontal garantem uma ampla visibilidade e maior prazer de condução ao motorista.

Seu motor Acteco a gasolina 1.0 de três cilindros, com 69 cv de potência, garante força, desempenho e performance favorável ao meio ambiente. A transmissão é mecânica de cinco marchas.

Duas Versões

O Chery New QQ chega às lojas em duas versões. Ambas completas, pois o modelo conta com itens de série que em outras marcas são considerados opcionais.

A versão Look, com preço sugerido de R$ 29.990,00, vem equipada com ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, Chery Media System (rádio AM/FM com USB e dois auto falantes), DRL (Day Running Lights), freios ABS com EBD, airbag duplo, ajuste elétrico dos faróis, trava central nas chaves e rodas de aço com calotas personalizadas.

A versão ACT sai por R$ 31.990,00 e conta com tudo o que há na outra versão e acrescenta vidros elétricos traseiros, retrovisores com ajuste elétrico, quatro auto falantes, limpador e desembaçador traseiro e rodas de liga leve de 14’’, em substituição às de aço.

Ambas versões estão disponíveis nas cores preto, branco, vermelho, prata, marrom e azul.

“Demos mais um grande passo na questão de competitividade, além de sólidas melhorias realizadas no line-up da família New QQ. Temos um diferencial muito considerável, a produção em solo nacional. As evoluções não param, estamos convictos do potencial desse produto no país e nossos esforços estão concentrados para cada vez mais aumentar a competitividade da gama atendendo às necessidades do cliente nesse segmento”, declara Thiago Marques, responsável pelo Marketing de Produtos da Chery Brasil.

Motor e Transmissão: New QQ Está à Frente de Seus Concorrentes

O motor 1.0 de três cilindros é moderno e tecnológico. Desenvolvido pela ACTECO, o motor é fabricado em bloco de alumínio e cabeçote composto de 12 válvulas, alimentado por um sistema de injeção direta de gasolina, que desenvolve 69 cavalos de potência. A transmissão é mecânica de cinco marchas.

O conjunto motriz do New QQ nacional é considerado um dos eficientes e econômicos do país, tendo recebido a melhor classificação (nota AA) na categoria microcompactos na 8ª edição do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), divulgado pelo Inmetro em abril. O modelo também foi contemplado com o selo Conpet de eficiência energética, classificação dada aos automóveis mais eficientes e que obtiveram os melhores resultados em sua categoria e no ranking geral da lista do Inmetro.

Mais Segurança e Conforto

Uma das grandes mudanças do New QQ está no sistema de ruídos. Foram feitas muitas melhorias, entre elas: inclusão de uma manta de isolamento acústico em toda estrutura do veículo, que confere um desempenho diferenciado no isolamento de sons e ruídos; sistemas a prova de som e absorção de impactos sonoros e design diferenciado do carro, que é capaz de reduzir o ruído do vento com o veículo em rotação.

O sistema de suspensão dianteira é tipo MacPherson, com molas helicoidais, amortecedores de dupla ação e barra estabilizadora, que tem como características melhor performance com peso leve, velocidade de resposta rápida e forte desempenho de absorção de choque. A suspensão traseira é equipada por uma estrutura de eixo rígido com molas helicoidais e amortecedores de dupla ação, que permite o equilíbrio do contrapeso, aumentando assim o conforto de todos a bordo.

O sistema de freio ABS com EBD da Bosch e os airbags duplos completam o sistema de segurança a bordo.

Design Único, com Estilo e Tecnologia: um Carro Cool

Além de contar com desenho único na parte frontal, o design traseiro do New QQ é marcado pela harmoniosa combinação entre luzes e vidro. A lanterna conta com linhas suaves na vertical, reforçando o estilo único e elegante do compacto.

A tampa do porta-malas é um vidro panorâmico, sua abertura é inteligente e funcional, com apenas um toque.

Os faróis têm desenho requintado, assim como as maçanetas. As curvas de toda estrutura, incluindo as do capô, traduzem linhas acentuadas e dinâmicas, aumentando a referência do veículo. Os detalhes dos para-choques dianteiro e traseiro conferem um espírito mais jovem e esportivo.

Projetado com “linhas robustas”, os traços laterais trazem à tona elementos modernos e dinâmicos. Com foco no princípio aerodinâmico, as curvas do estilo são projetadas para reduzir a resistência do ar, reforçar a estabilidade do veículo e, assim, reduzir os índices de consumo.

Interior

Com muitas melhorias na parte interna em relação à geração anterior, o New QQ pode ser considerado, de fato, um novo carro. O console central foi desenhado pensando em oferecer exclusividade, ergonomia e conforto. Equipado com instrumentos digitais backlight, o interior entrega elegância com senso esportivo e tecnológico. O painel digital mescla backlightlaranja e iluminação branca, transmitindo contraste do quadro de instrumento, fazendo com que o display em LED aumente ainda mais a intensidade da condução. O velocímetro é digital e em LCD.

O design dos assentos acompanham a tendência de modernidade conferida na parte externa do carro, sem perder o estilo urbano. Os bancos frontais são ajustáveis, com quatro posições, atendendo a diferentes demandas de espaço dos ocupantes e proporcionando espaço suficiente e confortável para todos a bordo. Os bancos traseiros podem ainda ser totalmente rebatidos, fazendo com que a capacidade do porta malas chegue a 636 litros.

O New QQ vem equipado com o Chery Media System, com rádio AM/FM, MP3 e USB.

Para completar, há mais de 14 espaços para armazenamento de objetos, proporcionando mais conforto para os usuários.

 

por fernandosiqueira

O número de veículos produzidos no Brasil este ano, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), deverá ser 5,5% inferior a 2015, com 2,29 milhões de unidades. Mas mesmo nesse cenário de queda nas vendas, o investimento direto de estrangeiros feito na indústria automotiva brasileira – fabricação de carros e carrocerias – no primeiro semestre de 2016, com algo em torno de US$ 2,3 bilhões, foi 76,8% superior ao mesmo período de janeiro a julho do ano passado, como apontam os dados do Banco Central.

Todo esse otimismo pode ser muito bem explicado com a visita de uma missão empresarial japonesa, formada por executivos de 12 companhias do setor automotivo daquele país, que estará em São Paulo e Curitiba neste mês de outubro com o firme propósito de buscar oportunidades de negócios e avaliar o mercado para futuro estabelecimento de suas operações. Aquelas que já mantêm fábricas ou escritórios no Brasil estudam novos investimentos e a expansão de suas atividades no país.

A JETRO (Japan External Trade Organization), organização do governo japonês presente em mais de 50 países que tem a finalidade de promover os investimentos e o comércio exterior em todo o mundo, é quem está à frente desse grupo de 12 companhias, que aproveita a passagem pelo Brasil para participar de forma inédita, entre os dias 25 e 27 de outubro, da Mostra Tecnológica do Congresso SAE Brasil, que será realizado no Expo Center Norte, na capital paulista. Elas aproveitarão o maior encontro do Hemisfério Sul dirigido a engenheiros, executivos, consultores e acadêmicos do setor automotivo para troca de ideias, informações e promoção de rodadas de negócios.

No dia 28, a missão estará na sede da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), em Curitiba, para uma rodada de negócios organizada em parceria com a Agência Paraná de Desenvolvimento. “Esse momento turbulento da economia brasileira é passageiro e as empresas do Japão apostam no Brasil como um excelente mercado para o futuro. Além disso, as empresas japonesas consideram o mercado brasileiro estratégico para aqueles que enxergam a América Latina a longo prazo e sobretudo porque as empresas japonesas têm grande expectativa na melhoria do ambiente de investimentos e negócios no País”, argumenta Atsushi Okubo, diretor-presidente da JETRO no Brasil.

De olho no mercado brasileiro – Das 12 companhias que vêm ao Brasil e que estarão na SAE Brasil 2016, duas delas, Daifuku (serviços de consultoria e engenharia do sistema de logística) e Usui Kokusai Sangyo Kaisha (produz uma variedade de produtos de tubo e ventoinhas para automóveis, veículos agrícolas e máquinas de construção) avaliam ingressar e promover investimentos no país para atender montadoras e fabricantes de autopeças. “As empresas japonesas têm um grande potencial para ajudar o Brasil. Elas reúnem tecnologia e experiência, especialmente, disposição em promover investimentos por aqui”, afirma Okubo, da JETRO.

Mesmo entre as empresas que já mantêm suas operações no Brasil, a ideia é ampliar ainda mais seus negócios. A Mitsuba Corporation, por exemplo, aposta na inovação. A companhia, tem planos de iniciar a fabricação do menor e mais leve motor de vidro elétrico do mundo no Brasil.

A tecnologia, aliás, é a grande aposta dos japoneses para promover seus negócios com os brasileiros. São os casos, por exemplo, da Nitto Denko, que desde 2013 desenvolve produtos para eliminar NVH (Noise, Vibration and Harshness) e melhorar a acústica do interior do carro e a eficiência de combustível dos automóveis.

Essa é a segunda vez, no prazo de um ano, que uma missão empresarial do setor automotivo japonês vem ao Brasil. Em 2015, um total de 18 companhias esteve no país, com visitas em São Paulo e em Porto Alegre, que geraram um alto volume em negócios e resultou na concretização do estabelecimento de uma empresa no Brasil.

Japão, um dos maiores investidores – Os japoneses estão entre os maiores investidores no setor automobilístico brasileiro. A possibilidade de novos investimentos na área foi tema no último dia 5, em Tóquio, de encontro do secretário-executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando Furlan, com executivos da Honda, Mitsubishi, Nissan e Toyota.

Na ocasião, Furlan relatou que o Brasil vive um período de estabilidade política e que o governo vem tomando uma série de medidas para a atração de novos investimentos e a retomada do crescimento econômico. Acompanhado da diretora do Departamento das Indústrias para a Mobilidade e Logística do MDIC, Margarete Gandini, ele explicou aos japoneses que os desafios para a indústria brasileira nos próximos anos envolvem inovação, eficiência energética, segurança veicular e integração às cadeias globais de valor.

Atualmente, o Japão é o sexto mercado de destino das exportações brasileiras e o oitavo mercado de origem das nossas importações, sendo o sétimo país com a maior corrente de comércio com o Brasil. Ao todo, são mais de 5 mil as empresas com relações comerciais entre os dois países. Dentro desse quadro, destacam-se o comércio no setor automotivo e os importantes investimentos de empresas japonesas desse setor no Brasil.

Perfil das empresas japonesas na SAE Brasil – Veja a lista das 12 empresas japonesas que participam, entre os dias 25 e 27 de outubro, da SAE Brasil.

Daifuku Co. – Oferece serviços de consultoria e engenharia do sistema de logística, como desenvolvimento de projetos, fabricação em todas as linhas (estamparia, soldagem, pintura e montagem), instalação, assistência ao cliente e outros.

Furukawa do Brasil – É uma divisão automotiva do grupo Furukawa Electric Co. Ltd. no Brasil. Atua com, entre outros produtos, chicote para EPS (direção assistida elétrica), BSS (Sensor de Estado da Bateria) e chicotes.

KBK do Brasil – Empresa comercial especializada em produtos e serviços de engenharia. Atua principalmente na importação e comércio de produtos hidráulicos e braçadeiras de moldes para a indústria automobilística e de aço e metal.

Mitsuba Corporation – Fabrica e comercializa componentes elétricos automotivos, como motor de arranque, do limpador de pára-brisa e do vidro elétrico. Estuda a produção do menor motor para vidro elétrico do mundo.

Nifast do Brasil – Atua na venda (com estoque) de autopeças pequenas para fixação (fastener), como parafusos e porcas.

Nitto Denko Corporation – Produz fitas adesivas dupla face, materiais semicondutores e filmes ópticos. Também desenvolve materiais de alta funcionalidade que reduzem ruídos, vibrações e desconforto acústico dos automóveis.

OSG SulAmericana – Produz e vende machos, brocas, fresas e alargadores no Brasil. Também oferece serviços de reafiação e revestimento das ferramentas nas fábricas de Bragança Paulista (SP) e São José dos Pinhais (PR).

Shinko Kikki Co. – Realiza serviços de desenvolvimento, design, fabricação e venda de eletrodos e equipamentos periféricos voltados à soldagem por resistência, soldagem a arco elétrico e por tungstênio.

Three Bond do Brasil – Importa, fabrica e comercializa produtos como resinas de silicone para motores, resinas protetoras para pintura automotiva, travas anaeróbicas e epóxis para diversos tipos de peças.

Tosei Brasil – Atua na venda, manutenção e reparo, além do suporte técnico de sensores de medição precisa utilizadas para medição de peças usinadas (in-process e post-process).

Usui Kokusai Sangyo Kaisha – Produz uma variedade de produtos de tubo e ventoinhas/acionamento de ventoinhas (fan drives) para automóveis, veículos agrícolas e máquinas de construção.

Yushiro do Brasil – Produz e comercializa fluidos para usinagem metálica de corte, retífica e processo de conformação plástica (estamparia, trefila e forja) e óleo hidráulico.

SERVIÇO

25º Congresso e Mostra Internacionais SAE Brasil de Tecnologia da Mobilidade

Local: Expo Center Norte, Pavilhão Vermelho

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme, São Paulo

Data: 25 a 27 de outubro

Horário: das 8,30 hs às 20,30 hs

por fernandosiqueira

Exibindo FordGT-DobradinhaJapão-2016.jpg

            O novo Ford GT venceu mais uma vez na sua temporada de retorno às pistas, com uma sensacional dobradinha da equipe Ford Chip Ganassi Racing nas 6 Horas de Fuji, no Japão, neste final de semana. Os pilotos Andy Priaulx e Harry Tincknell chegaram em primeiro no Ford GT 67, seguidos por Stefan Mücke e Olivier Pla no carro número 66. Os dois Ford GTs duelaram durante toda a prova válida pelo Campeonato Mundial de Endurance, aos pés do magnífico Monte Fuji.

“Vencer com dobradinha é uma grande recompensa ao trabalho duro dos pilotos e da equipe, com apoio da Ford em todo o mundo. É um grande resultado e agora vamos a Xangai e Bahrein esperando repetir o sucesso”, comemorou George Howard-Chappell, líder da equipe.

Os dois Ford GTs largaram na primeira fila da categoria GTE, com o carro 66 em primeiro e o 67 em segundo. Mas foi Harry Tincknell, com o Ford GT 67, quem assumiu a liderança logo no começo. “Eu sabia que a primeira curva seria vital, apesar de ser uma corrida de 6 horas”, diz Tincknell. “Fiquei contente de conseguir passar o Olivier Pla por dentro na curva um e depois mantivemos o mesmo ritmo.”

Os dois Ford GTs fizeram uma largada limpa e correram em formação, ampliando a dianteira sobre a Ferrari na terceira posição. Até a metade, a prova correu sem problemas, quando Tincknell foi tocado por um Porsche classe GTE Am e entregou a liderança temporariamente para Pla, no Ford GT 66. Esse e uma pequena derrapada de Pla quando perseguia o carro 67 foram os únicos momentos de tensão para a equipe até o final.

“Com o carro 66 sempre colado em nós, cada volta foi difícil como uma qualificação. Mas não cometemos erros e o trabalho nos boxes foi brilhante”, destaca Priaulx.

Olivier Pla confirma a importância da primeira curva no resultado. “Por alguma razão, a minha pista não andou tão rápido quanto a da direita e perdi a vantagem da pole na primeira curva. A partir daí ficamos equilibrados e foi difícil ultrapassar. No final, perdi muito tempo atrás de um Aston Martin, tive de pisar fundo e acabei rodando. Mas todos na equipe fizeram um trabalho perfeito.”

O Campeonato Mundial de Endurance terá mais duas corridas fechando a temporada, em novembro: as 6 Horas de Xangai, no dia 6, e as 6 Horas de Bahrein, no dia 19.

Leave a Reply